Sobre Descendents,adolescência eterna e outras coisas

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Esses dias eu estava “zapeando” os sites que gosto de ler,principalmente os de música em geral e parei em um que tinha uma resenha do novo disco dos Descendents,Hypercaffium Spazzinate.E logo me chamou a atenção,não somente porque por lá tinha a capa de disco com o icônico alter-ego do vocalista Milo Aukerman mas também porque era um lançamento dos Descendents,seminal banda do punk/HC,não só californiano,mas também americano e mundial,que influenciou e ainda influencia muita gente nesse terreno do “hardcore melódico”,e até mesmo do poppy-punk,vide o Blink-182.
E já fazia 12 anos(!)desde Cool to be You,o último disco.E pelas primeiras orelhadas que dei é um disco que,sem nenhum exagero,tem a pegada do clássico Everything Sucks,de 1996,grande disco da década e que ajudou a consolidar o poder da banda e da gravadora que o lançou,a Epitaph.O disco tem grande pegada hardcore e ótimas letras,como das sensacionais No Fat Burger,sobre consumo desenfreado de porcarias e Feel This,sobre o falecimento da mãe de Aukerman,escrita no dia de sua morte(!!).
O que é mais legal dos Descendents e de boas bandas de hardcore são os assuntos perenes,que vão desde a adolescência e passam pela vida adulta,sem pestanejar.Porque são coisas que invariavelmente acontecem comigo,contigo,com todos nós,ou seja,não falta assunto.Mesmo em discos medianos,esse assunto permanece e nos identificamos,e muito.E nem precisa ser um conhecedor das subdivisões do estilo para sabermos disso.
Eu as vezes fico pensando como é ser uma pessoa mais velha,que já passou por várias aventuras,desilusões,fantasias e outras coisas para enfim estar sereno.O problema é que essas questões que coloquei acima são imunes também,e elas permanecem o tempo todo.E para nós,apenas a certeza de que devemos aprender com isso,a conviver de fato.

Seja na escola,na rua,no trabalho,até no condomínio passamos sempre por essas indagações.Me lembro que quando morei num condomínio estavámos sempre com um som no talo na quadra e ouviamos o que fazia a cabeça,e era muito foda.Principalmente os sons dos anos 90,como os Descendents que cito,e era muito divertido.Então,essas coisas sempre se ligam de modo intrínseco.

Enfim,acho que cada um de nós pode fazer algo a respeito disso,e você?

Ouça Hypercaffium Spazzinate na íntegra:

 

 

 

Relâmpago de Ébano

Olá,amigos!

Devido aos famosos contratempos(e outras coisas também),estou retomando este blog após dois longos anos.Segundo o WordPress,desde maio de 2014 pra ser mais exato.E agora estou voltando com algumas novidades.Uma delas é a própria abordagem deste blog.Não,eu vou continuar falando de música,mas resolvi colocar outras coisas interessantes também,tais como situações do cotidiano,reportagens pessoais,visões de mundo,etc.Qualquer coisa que apareça nesta cabeça será devidamente registrada.Por isso estamos aqui,certo?Então,esperemos que agora sem mais interrupções.

Ao trabalho!

E para começar,sem se tratando de Jogos Olímpicos,deste mito do esporte.Vamos lá.

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O que dizer mais de Usain Bolt?Campeão Mundial Junior,da Diamond League,Olímpico,dentre tantas outras conquistas.Realmente não é fácil,com certeza,mas acredito que ainda há para falar desse monstro das pistas,usando um jargão bem batido,mas que ainda serve,como uma calça velha.
Ele que já teve suas próprias dificuldades antes da carreira(infância pobre) e até mesmo durante a escalada(“muito alto” para o atletismo)não o fizeram parar,muitíssimo pelo contrário.O fizeram ir mais longe,ao Olimpo.
Nos jogos Olimpicos de Pequim,em 2008,Bolt não somente bateu seu grande rival,o norte-americano Justin Gatlin,como conseguiu o recorde olímpico dos 100 metros rasos.Ele ainda é o recordista mundial da mesma prova,com 9.69s.E ainda conseguiu ganhar as medalhas de ouro nos 100,200 metros e no revezamento 4x100m nas Olímpiadas de Londres.E o impressionante é que,mesmo com tantas conquistas assim,ele não tira o pé,sempre mantendo o nível de suas provas alto.Isso tudo com as suas “limitações”.
Talvez porque ele,sabendo de duas dificuldades sempre treinou e se aprimorou o suficiente para conseguir atingir o ápice da forma.Foi contra tudo e contra todos,e quando digo todos são todos mesmo!E isso é impressionante,independente da profissão que você trabalha,mesmo que cada uma tenha um nível de exigência diferente.A questão é que você realmente consegue se desvencilhar de todos os obstáculos para dar vazão a sua paixão,a sua vitória máxima.
100….50….5 metros não suficientes para parar este homem.Você acha que sabe tudo sobre este homem,mas não sabe.Ou talvez não entenda o por quê dele ser o que ele é.Mas há muitas coisas para dizer sobre Usain Bolt.Ele não é somente o relâmpago que o batiza tão bem.Ele não é somente uma força da natureza,que desafia as próprias “limitações” da altura para poder se destacar.Ele é um monstro.Ele é o relâmpago de ébano do titulo deste texto.Ele é um raio.

Transmissor – De Lá Não Ando Só

Na vida existem certos momentos que são puramente inesquecíveis.Os primeiros beijos,as primeiras vezes,as primeiras decepções….Enfim,são coisas que lembramos mais porque nos aconteceu primeiramente na vida.
Comigo é a primeira vez que faço um texto como esse para a banda Transmissor.É realmente diferente você passar de mero ouvinte para um “crítico” mais consciente e resignado,preparado para alegrias e decepções.
O terceiro disco da banda mineira é recheado de detalhes,como os que as pessoas falam das primeiras vezes.Assim como nos dois primeiros discos,canções riquíssimas de instrumentos,além dos detalhes que fazem toda a diferença,como na faixa de abertura Queima o Sol.Retiro é uma das melhores faixas do ano.O Que Você Quer Ouvir surpreende com mais guitarras,algo novo no repertório.
Para quem conhece o repertório do grupo,tamanha qualidade não é segredo.Um misto de sonoridade beatle com Clube da Esquina escancarado.Esse talvez seja o segredo em questão,mas é algo que faz toda a diferença para o resultado final.Talvez seja a presença das guitarras,mais fortes do que nunca agora.Talvez seja a mão do produtor Carlos Eduardo Miranda (Raimundos,Skank) no trabalho como um todo.Talvez seja a maturidade batendo na janela da banda.Talvez seja tudo isso e mais um pouco.

Um dos melhores discos do ano,sem dúvida.

Transmissor

Transmissor – De Lá Não Ando Só

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na vida existem certos momentos que são puramente inesquecíveis.Os primeiros beijos,as primeiras vezes,as primeiras decepções….Enfim,são coisas que lembramos mais porque nos aconteceu primeiramente na vida.
Comigo é a primeira vez que faço um texto como esse para a banda Transmissor.É realmente diferente você passar de mero ouvinte para um “crítico” mais consciente e resignado,preparado para alegrias e decepções.
O terceiro disco da banda mineira é recheado de detalhes,como os que as pessoas falam das primeiras vezes.Assim como nos dois primeiros discos,canções riquíssimas de instrumentos,além dos detalhes que fazem toda a diferença,como na faixa de abertura Queima o Sol.Retiro é uma das melhores faixas do ano.O Que Você Quer Ouvir surpreende com mais guitarras,algo novo no repertório.
Para quem conhece o repertório do grupo,tamanha qualidade não é segredo.Um misto de sonoridade beatle com Clube da Esquina escancarado.Esse talvez seja o segredo em questão,mas é algo que faz toda a diferença para o resultado final. Talvez sejam as guitarras que marcam presença forte nesse registro.Talvez seja a produção luxuosa de Carlos Eduardo Miranda(Raimundos) que tenha feito a diferença.A verdade é que a banda se supera mais uma vez,dessa vez.
Um dos melhores discos do ano,sem dúvida.

Transmissor – De Lá Não Ando Só (Ultra Music)

Preço em média: R$ 20 ou download no site http://www.transmissor.tv

Olhar de Cinema – Festival Internacional de Cinema de Curitiba

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Saudações,notivagos.

Este blog vai cobrir o Festival Internacional de Cinema de Curitiba,mais conhecido como Olhar de Cinema,que está ocorrendo entre os dias 28 de maio e 5 de junho,e vai contar com 95 filmes,com destaque para a mostra Olhar Introspectivo que cobrirá 11 dos 13 filmes do diretor britânico Stanley Kubrick.

Além disso,vão rolar entrevistas,analises de todos (ou quase todos,se me permitir) os filmes e toda a cobertura completa que este humilde blog tentará colocar.Enfim,espero que gostem.

Mãos a obra!

Clap Your Hands Say Yeah – As Always

Depois de três anos depois do ultrassintetizado Hysterical,o CYHSY está de volta.Com seu primeiro single do novo disco Only Run,chamado As Always.Canção climática cujo videoclipe mostra as peripecias de um homem solitário pelas ruas de Los Angeles,As Always é uma boa mostra do que vem por ai.

Only Run chega as lojas dia 3 de junho.

Titãs – Nheengatu

Estava num dia qualquer observando o facebook quando um amigo postou a seguinte imagem: uma foto da capa do novo disco dos Titãs,denominado Nheengatu,ou Lingua Geral,termo usado no Brasil Colônia para unificar os dialetos indígenas e traduzí-los para o português.Sendo assim,fiquei na duvida,pensando se valeria a pena ouvir o disco.Nem pensava na possibilidade de fazer uma resenha sobre ele.Fiquei desanimado com aquele lixo de disco chamado Sacos Plásticos,e resolvi passar a bola.
Mas ai começaram a surgir criticas e palavras positivas a respeito do disco,e comecei me animando.A começar pela cabeça,cuja coisa que me veio a cabeça foi Cabeça Dinossauro,e de fato tanto o discurso sonoro quanto o lírico batem muito em cima desse clássico,a começar por Fardado,parente direta de Polícia.”Você também é explorado,fardado”,brada a musica,com riff potentíssimo.
(fotos)
Fala,Renata,com outro riff potente e palavras contra “aquelas pessoas que falam demais”,inclusive com critica direta a João Luiz Woerdenbag Filho,ele mesmo,o Lobão também é outro momento interessante do disco,junto com Republica dos Bananas,um quase ska descendente direto de O Blesq Blom.
Mas o destaque mesmo é Pedofilia,provavelmente a musica mais forte que a banda já fez.Falando sobre a sedução de uma pessoa mais velha sobre outra menor de idade,é uma musica pertubadora,e interessante,pois é uma paulada só,com menos de dois minutos.
Ao contrário dos últimos lançamentos dos Titãs,não há baladas,somente patadas na ferida de uma sociedade cada vez mais combativa,mas ao mesmo tempo conservadora e paranoica.Esse parece um disco feito na época certa para um momento certo.

https://www.youtube.com/watch?v=DTqrfv8ybkA

 

Eu sinceramente não esperava por um disco dos Titãs a essa altura do campeonato.Gostei muito do disco Cabeça Dinossauro Ao Vivo,mas é material velho,conhecido,reconhecido.A não ser pela formação enxuta não parecia revelar nada.E de repente vejo no face de um amigo a capa e todas as informações e pensei:o que é isso??será??E eu já de cara achei a capa linda e pensei:Cabeça Dinossauro!Ai deram um link e ouvi todas as musicas.Achei o seguinte:o disco é pesado,rápido,cru.Os Titãs precisavam de um disco assim na altura do campeonato,de fato.Foi de uma rápida compreensão isso,as letras são muito foda,esqueça a propaganda do Itaú.O Pato Fu não faz musicas irônicas,então?Sendo assim,é um(improvabilissimo)candidato a melhores do ano.Quem diria,hein?

O pulso,ainda pulsa!

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Titãs – Nheengatu (Som Livre)

Preço em média: R$ 20

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