Uma Noite Mais do que Especial

Fiquei pensando antes de escrever esse texto em quantos poderiam ser feitos,a partir de quantas sensações,coisas do tipo,sabem?Poderiam ser mil e uma historias,porque dependendo do caso elas realmente existem,e podem ser também fenomenais,malucas ou coisas do tipo.Elas podem vir a partir de coisas reais,que me assustam mas fascinam,e coisas inventadas,que a não ser que sejam exemplares,não passam de fantasia.

 Estou pensando nisso enquanto escrevo sobre o show do Pearl Jam que aconteceu hoje(ontem)na Vila Capanema(pode interpretar na fantasia por Pedreira Paulo Leminski,que é o lugar que mais amamos por aqui) em Curitiba.Porque me senti com todos esses sentimentos,mais a ansiedade que tomava conta ao passo que chegava mais perto do portão de entrada.E só ia aumentando,mas incrivelmente ficou no lugar quando entrei de fato.Mesmo o fato de ter que ficar aturando uns playboys falando sobre o Rock in Rio,especialmente da Shakira,me fez sair do sério.Quer dizer,olhei algumas vezes nas caras deles,mas ou não olharam ou desviaram sabendo do  por que.

 Enfim,já estava adrentrando no estádio quando começou de fato.E já começou pegando fogo,com Go.Musiquinha muito foda,que já ouvia quando tinha onze anos,no cassete da minha irmã.E a primeira parte foi uma sucessão de sucessos,como Animal,Dissident,Corduroy.Até Olé,musica nova da banda lançada há um mês,foi muito bacana,com uma energia que empolga de verdade.

 Houve também,e como não poderia deixar de notar(alô são paulo 2005),avistei Eddie com um calhamaço de folhas e pensando:que ele vai tentar dizer?Digo 2005 porque ele mesmo afirmou que “português é muito dificillll”.Então fiquei prestando atenção.Disse dentre outras coisas “que a cidade de Curitiba é nossa e para nos cuidarmos uns dos outros”.Esse ponto marcou a parte calma do show,que se deu com Better Man(musica muito apropriada pra esses momentos)que foi um dos mais tocantes de todo o show.Depois seguiu se com Off He Goes e eu pensei em dar uma parada pra tomar uma cerveja(Budweiser,a do evento,a R$ 5),mas sempre curto shows até o final,os melhores mais ainda.E a banda não deixa o ouvinte,mesmo o de primeira viagem se debandar assim,prendendo a atenção.

 E essa atenção é recompensada,pela ótima execução das musicas,mesmo as “menores” da carreira,como I’m Hiding.E isso vale também pro iniciado ao som,embora ele sempre vai querer na minha opinião prestar atenção ao todo,tanto quanto um fã de longa data.E já fui isso,lá no começo dos 90,criança ainda ouvindo o Vs.em fita-cassete,que era da minha irmã.A partir daí fui prestando atenção ao som da banda,mesmo não sendo aquele fã(U2 era a minha preferência naquele momento).E sempre respeitei e achei muito legal as atitudes da banda,como a famosa batalha contra a Ticketmaster pelo preço mais baixo dos ingressos.Ou quando a banda passou a lançar seus cds em digipack,ao contrário da caixinha de plástico,que nos EUA é produzida somente por uma única empresa.E continuou,sempre com o som evoluindo,mesmo em discos que considero horríveis como Binaural.

 Já eram onze e quarenta da noite quando o show estava a toda,e durante a execução de Baba O’Riley os portões foram abertos para que todos os setores estivessem na pista,como um tipo de celebração.E assim foi o final da noite.Uma celebração como há muito eu não via(talvez com os Pixies,embora seja de uma outra maneira.).E isso que me faz conduzir até os shows de musica que mais gosto ou sou curioso.E isso o que importa.

 

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