Terapia de Choque no Cinema

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Matéria originalmente publicada como trabalho de jornalismo(redação jornalistica)de 13/12/2013

 

Terapia de Choque no Cinema

Profissionais do setor audiovisual reclamam de falta de incentivo do governo

 

Por Fernando Detoni

 

O Paraná aos poucos vem sendo referência no audiovisual nacional.Depois de ganhar prêmios nos festivais de Brasilia(três com o filme “A Que Deve a Honra da Ilustre Visita este Simples Marquês”, de Rafael Urban e Terence Keller),com o Documentário Pátio,de Aly Muritiba,que venceu o É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários,os realizadores locais esperavam mais do que reconhecimento.Mas veio o contrário.

Ao contrário de outros anos,a secretária estadual da cultura não irá realizar o Prêmio Estadual de Cinema e Video,criado em 2004 para fomentar a realização cinematográfica no estado.Um dos motivos é que o governo não liberou a verba necessária para a realização do evento.

Outro motivo para descontentamento é que há uma lei estadual de incentivo a cultura,chamada de Programa Estadual de Fomento e Incentivo a Cultura(Profice)instruída pela lei no.17.043/11 mas que não foi colocada na prática por falta de mecanismos para estabelecer os incentivos necessários as obras.

Por tudo isso,um grupo de pessoas ligadas ao setor instituiu no facebook um grupo intitulado FACA,Frente Aberta do Cinema e Audiovisual Paranaense,com o objetivo de se reunir junto ao governo para buscar soluções ao problema.

A Secretaria de Estado da Cultura (Seec) por meio de nota esclareceu que devido a falta de recursos e a um “ajuste fiscal” que está ocorrendo no ano,o Prêmio de Cinema e Video foi cancelado e não há um novo cronograma para o mesmo acontecer novamente.Perguntada se há alguma perspectiva para uma nova edição,a mesma não soube responder.

Tentamos entrevistar tanto por telefone e por e-mail a Vice-presidente do Simpar (Sindicato das Empresas do Audiovisual Paranaense para dar sua versão, mas até o fechamento da reportagem não foi encontrada.

 

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FACA NA CAVEIRA

 

No caso da FACA, o grupo quer chamar a atenção para a falta de apoio ao cinema paranaense. Segundo um dos idealizadores do projeto,Denise Soares , o grupo já se cansou de falsas promessas quanto ao incentivo do governo do estado.

Segundo o manifesto assinado pelo grupo “a ausência de um diálogo propositivo com o poder publico,a ausência de periodicidade e regularidade no lançamento e execução dos editais para o apoio e o fomento as produções cinematográficas e a ausência de um projeto eficaz de salvaguarda e documentação  para o patrimônio cultural audiovisual” dentre outros pontos são algumas das reivindicações mostradas.

O que a gente vê na verdade é uma falta de interesse, falta de interesse pelo cinema, pela arte e pela cultura no nosso estado. É preciso entender que a arte é essencial sim. Fazer cinema não custa caro, o que acaba custando caro, no final, é não fazê-lo, pois o audiovisual é uma área estratégica na formação de identidade de qualquer país. E hoje o audiovisual está em expansão, tanto no cinema, quanto na TV, quanto na internet, mobile etc.. Mas o Paraná está na contramão desta tendência”,diz Denise.

Ainda segundo a carta,Pernambuco que tem metade do PIB do estado do Paraná,investe mais do que os últimos três governos paranaenses juntos.E mesmo assim estão presentes nos principais festivais de cinema do mundo.

Ela se refere aos estados de São Paulo e Pernambuco, que tem leis que incentivam de fato o audiovisual.Em SP, foi implementada pela prefeitura a SP Cine, órgão que vai regular e implementar a produção cinematográfica na cidade paulista, além de atuar como uma agência de fomento a produção.Ideia semelhante a Rio Filme, que faz o mesmo na capital fluminense, a versão paulista vai ter aporte inicial de até R$ 25 milhões para divulgação,produção e exibição.

Em Pernambuco também funciona uma agência para produção,com resultados surpreendentes.O bastante falado filme O Som ao Redor,de Kleber Mendonça,que além de ganhar várias indicações, entre elas estar entre os 10 melhores filmes do ano no jornal The New York Times, também ganhou o prêmio de melhor filme na Mostra Internacional de São Paulo e no Festival do Rio, além de prêmios em festivais europeus,como o de Roterdã e da Polônia.O ápice do filme pode ser a indicação a melhor filme estrangeiro no Oscar 2014.

Mesmo com os problemas que surgiram, há uma esperança quanto a produção do Paraná,mesmo num contexto nacional.São bons filmes que surgiram e ainda irão surgir, fazendo com que o estado vire um grande polo de produção em massa. Com pé no chão,a expectativa é grande, mesmo com todos os problemas.

“O Paraná,hoje,tem grandes cineastas.A produção é grande.Na maioria das vezes se faz o trabalho na “guerrilha”,como chamamos,com poucos recursos.Mas o poder público está desperdiçando este movimento,pois se os cineastas não começarem a poder sobreviver de cinema por aqui, vão ser obrigados a ir embora. E com eles, mais uma oportunidade do PR mostrar o que tem de bom para o Brasil e para o mundo”,complementa Denise

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